domingo, 16 de outubro de 2011

China é o país com maior índice de reflorestamento do mundo.

Exatamente, essa é a notícia! Também fiquei impresssionada com o índice... estamos acostumados de ver a China sempre como um dos piores vilões quando o assunto é preservação do meio ambiente. Afinal, ela é um dos países que mais joga gases na atmosfera de efeito estufa.
É certo que ainda há muito o que ser feito, afinal, para a China se tornar a segunda maior economia do mundo, o meio ambiente teve que pagar um alto preço. A situação ambiental é grave, com muitos desafios e dificuldades...mas já há algo sendo feito.
Vejam a matéria:

"A China é um país pobre em florestas, dada a sua área e grande população, além de décadas de exploração dos recursos florestais para gerar energia a partir da madeira. No entanto, ciente da necessidade de reverter sua situação, o gigante asiático lançou um programa radical de reflorestamento e hoje é o país com maior índice de reflorestamento no mundo.

Para se ter uma ideia, entre 1990 e 2010, a área florestal chinesa aumentou de 157 milhões de hectares para 261 milhões de hectares, o corresponde a 22% da área total de seu território. Todas as florestas são propriedade do Estado, que é responsável também pela supervisão do setor.

Em geral, a lei florestal chinesa afirma que as florestas não devem ser supridas para mineração ou projetos de infraestrutura. Caso tais atividades sejam necessárias, quem deseja fazer a supressão florestal deve obter aprovação e precisa pagar uma taxa de restauração florestal."

Fonte:http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/11-paises-linha-dura-em-protecao-das-florestas?p=6#link

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Israelense cria bicicleta sustentável

O estudante israelense Dror Peleg, da Academia de Arte e Design Bezalel, criou um modelo de bicicleta feito a partir de plástico reciclado. Ele valorizou a estética do objeto, mas a criação também conta com outros dois aspectos de importância: resistência e baixo custo.
Batizada de "Frii", a bicicleta foi projetada para adultos, mas, por conta de seu visual diferenciado, pode até ser confundida com um brinquedo.
Para garantir a resistência da bicicleta sustentável, Peleg fez uso da tecnologia de material injetável: uma armação de plástico é colocada em um molde e depois preenchida com o material reciclado. As rodas têm aro de 20 polegadas e garfo curto, o que as torna mais resistentes. O selim é moldável ao peso do ciclista.
Na bicicleta não há o sistema de frenagem tradicional: os pedais, quando girados para trás, desempenham a função do freio. A "Frii" ainda não está sendo comercializada.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/959020-israelense-cria-bicicleta-sustentavel.shtml
Data: 25/08/2011 Horário: 19:18

sábado, 13 de agosto de 2011

Obras do Acquario terão início até o fim de 2011; licenças serão emitidas pela Semace.

As obras do Acquário Ceará terão início até o final de 2011, mas para cumprir a expectativa do secretário do Turismo, Bismarck Maia, o Governo do Estado tem que lograr as licenças ambientais, agora, de responsabilidade da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

É que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu nota técnica delegando essa competência à licenças à Semace, conforme informou, ontem, a Coluna Vertical S/A, escrita pelo jornalista Jocélio Leal.

O POVO teve acesso a uma cópia do documento - assinado pelo analista ambiental Amado Netto -, no qual está a avaliação de que é desnecessária a participação do Ibama neste processo.

Conforme a resolução 237/97 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), compete ao Ibama atuar em casos de atividades significativo impacto ambiental nacional ou regional.

“A análise técnica aponta que a instalação do empreendimento em tela não está relacionado a impacto significativo e tampouco a abrangência do impacto gerado é nacional ou regional’, consta na nota técnica. O documento conclui que a operação do Aqcuário Ceará vai gerar impacto ambiental “mínimo”.

Mais agilidade
Para Maia, as licenças devem sair com mais celeridade. “Não tem nada a ver com eficiência, que o Ibama tem também. A Semace tem condições de acompanhar de forma ágil”, comentou.

O secretário informou que a engenharia financeira já está montada. Dos R$ 250 milhões do projeto, R$ 42 são do Tesouro Estadual e o restante do Ex-In Bank.

A ambientalista Vólia Barreira concorda que os impactos ambientais são reduzidos. “Não é área verde, nem de dunas, nem de preservação ambienta”, analisa. Barreira questiona, na verdade, é a aplicação desse recurso para uma obra turística como esta.

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2011/08/13/noticiaeconomiajornal,2279339/inicio-das-obras-previsto-para-o-final-do-ano.shtml


quinta-feira, 28 de julho de 2011

A bicicleta e as cidades

A maioria dos ciclistas (57%) usa a bicicleta por sua agilidade em curtas distâncias. Apenas 22% usam por motivos financeiros. O principal problema é que a cidade não está preparada para receber os ciclistas, que acabam se sentindo intrusos nas ruas.
A bicicleta pode ser vista como um meio de transporte “verde”, pois ao contrário das motos, carros e ônibus, elas não necessitam de gasolina, ou seja, não eliminamos CO2 e monóxido de carbono na atmosfera.
A grande preocupação dos ciclistas é maior quanto à infraestrutura do que com o espaço a ser percorrido. Essa preocupação pode ser entendida através dos dados: apenas 0,15% das vias brasileiras possuem ciclovias.
O ciclista deveria ser visto com mais atenção pelos Governos, pois apenas em SP os veículos correspondem a 60% das emissões de gases estufa.
Devido a má organização de espaço nas avenidas, sem o espaço devido para os ciclistas, eles acabam sendo vistos como aventureiros.
Além de não agredir ao meio ambiente, outra característica de cidades que implementam a bicicleta no seu dia-a-dia é a melhor qualidade de vida.
Outro ponto positivo no uso da bicicleta é que ela é um transporte que não gera ruído, é mais sociável e ocupa 10 vezes menos espaço que o carro. Ou seja, a utilização da bicicleta traz ganhos ambientais e sociais.
Bianca Bezerra do Real
Pesquisas: "A Bicicleta e as Cidades: como inserir a bicicleta na política de mobilidade urbana", organizado em 2009 pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Reserva Pitaguary

Visita : Pitaguarys
Visitantes: Alunos de Engenharia Ambiental, IFCE.
Dia: 11/ 05/ 11
Horário de saída: 13:30 hrs
Horário de chegada: 16:40 hrs
Cadeira: Ética e Educação Ambiental
Professor: Marcos Vieira
Visitantes: Alunos de Engenharia Ambiental, IFCE.
           Na visita, nós (alunos de Engenharia Ambiental) juntamente com o professor Marcos Vieira, saímos recolhendo o lixo, em especial os sacos plásticos, que estavam jogados no local. Essa atitude foi feita em prol do meio ambiente, e para a conscientização ambiental através do programa da      Prefeitura de Maracanaú “Lixo zero, saúde mil” que tem como principal objetivo combater a destinação inadequada dos resíduos, de forma a reduzir os riscos à saúde ocasionados pelo lixo.
              O cacique Daniel nos recebeu e falou sobre as crenças, histórico e peculiaridades do seu povo. Uma das peculiaridades relatada foi à dança Toré, que se inicia com os participantes dando as mãos e formando um grande círculo, como numa "corrente" de oração. Aqueles que dançam seguem os comandos dos chamados “puxadores” de Toré, geralmente o cacique ou o pajé. O canto é acompanhado pelo som das maracás e muitas vezes conta com a batida de tambores que ficam no centro da roda. É nesse momento que, segundo contam os narradores, a mangueira chora. Dizem que o clamor dos índios escravizados no passado é tão forte que, ao “brincar o Toré ”, debaixo da árvore chove. Para o antigo pajé Pitaguary, seu Zé Filismino, a chuva nada mais é do que o choro da mangueira.O ritual se completa com a ingestão de uma bebida, que é servida para todos os membros num único recipiente e que sempre deve girar em sentido horário.
           Uma das curiosidades que podemos citar sobre o cacique é o relato que ele nos fez de que quando ele era mais jovem, matava animais (vaca, javali,
galinha, etc ) para comer o coração dos mesmos, cru. Ele revela que fazia isso pelo simples prazer de sentir o sabor do sangue dos animais.
           Esse comportamento revela uma semelhança de comportamento com os seus parentes antepassados; em que uma das características marcantes do índio é ser guerreiro, corajoso. E, para o povo da sua tribo sempre lembrar da sua coragem, o cacique tirou os dentes dos animais e com eles fez um colar para si.
           Sobre a língua: Questionado sobre a língua nativa, o cacique Daniel relata que os pitaguarys no passado utilizavam o Tupi, porém desde a época de seus avós já se falava português. Segundo ele, quando os pitaguarys passaram a ter um maior contato com agentes do governo já nessa época o tupi não era muito utilizado e era, até mesmo, falado errado. Assim, os índios foram gradativamente incorporando o português a seu modo de vida e segundo o pajé “se existia o Tupi nessa época ele foi totalmente eliminado da gente”.
            Sobre a religião: Segundo o pajé, a religião na Tribo depende de cada pessoa. Segundo ele, existem católicos que praticam arduamente o religião, indo a igrejas e cultuando sua fé. Em contra partida existem pessoas na tribo que dizem que são de determinada crença, mas não a praticam de nenhuma forma. O pajé não critica nenhuma religião, mas em sua opinião o problema está em os índios não reconhecerem suas próprias raízes religiosas. Para ele: “Crente todos nós somos, quem não é crente é porque não acredita em Deus. Eu acredito em Deus, mas minha religião é a “fé”. Os índios são livres para decidir que tipo de religião eles querem, mas se querem viver na tribo devem seguir os costumes e tradições que já existem há muitos anos.”
           Através de outros questionamentos feitos ao pajé André pudemos retirar outras informações como:
           Os pitaguarys estão aumentando sua população, por isso negam a idéia de que os índios “desapareceram” no Ceará. A maioria dos índios sempre morou na TI Pitaguary, alguns apenas mudaram de casa, terreno ou deslocaram-se no máximo para espaços circunvizinhos. Com isso, as família pertencem a uma rede de parentescos bastante particular.
             A auto- identificação indígena vem junto com o sentimento de origem dos índios e é baseada nos laços de parentescos. Além disso, o sentimento de posse das terras como o espaço comum entre eles e seus antepassados pode ser facilmente percebido.
           Outro elemento importante na cultura Pitaguary são as narrativas orais. Nelas, sempre fica explícita a idéia de contato dos índios com os não-índios. Essas histórias relatam a violência que o índio sofreu, seguida de aprisionamento.
             As lendas também são bastante comuns. Nelas, os pitaguarys relatam sobre seres míticos, como a caipora, por exemplo. Histórias relacionadas com a caipora são freqüentes entre os índios, principalmente quando o assunto é sair para caçar.
            Além de pescar e caçar, os Pitaguarys sobrevivem do extrativismo vegetal, mineral, da agricultura familiar e do artesanato. O plantio de milho, mandioca, jerimum, feijão, também é feito por algumas famílias, mas dependem da estação chuvosa. O artesanato também engloba um grande número de pessoas, mas tem se mostrado vulnerável ao risco do extrativismo descontrolado.Os índios vendem colares, brincos, e diversos instrumento utilizados por eles.Os colares são confeccionados a partir de sementes nativas
             Os empregos formais para os índios são apenas os trabalhos advindos de políticas públicas voltadas para educação indígena. Os cargos mais comuns entre eles são: professores, agentes de saúde, zeladores e vigilantes.
           A criação de animais de pequeno porte como a galinha,porcos, cabra é bastante comum. As alternativas econômicas são poucas, mas os Pitaguarys têm tentado desenvolver pequeno projetos de auto-sustentação com o apoio de órgãos governamentais.
              Uma das figuras que destaca a memória na área dos Pitaguarys é a mangueira centenária. Ela representa a mãe natureza que protege, traz paz e conforto. Além disso, ela representa lembra o genocídio dos índios
(antepassados), pois naquele pé de mangueira, morreram muitos índios enforcados e famintos.
Ela traz uma lembrança do passado, por isso é tão respeitada no presente pelo seu povo. No dia 12 de junho de cada ano, os Pitaguarys se reúnem para dançar o Toré.
 
CONCLUSÃO
             Concluímos com a visita e este trabalho as crenças, históricos e peculiaridades dos pitaguarys, relatado pelo casique Daniel. Uma das peculiaridades que aprendemos foi a dança do Toré, que se inicia com os participantes dando as mãos e formando um grande círculo, como numa "corrente" de oração. Aqueles que dançam seguem os comandos dos chamados "puxadores" de Toré, geralmente o cacique ou o pajé. O canto é acompanhado pelo som das maracás e muitas vezes conta com a batida de tambores que ficam no centro da roda. É nesse momento que, segundo contam os narradores, a mangueira chora.
          O pajé André relato que os pitaguarys no passado utilizavam o Tupi(a lingua nativa), porém desde a época de seus avós já se falava português. Segundo ele, quando os pitaguarys passaram a ter um maior contato com agentes do governo já nessa época o tupi não era muito utilizado e era, até mesmo, falado errado. Assim, os índios foram gradativamente incorporando o português a seu modo de vida e segundo o pajé "se existia o Tupi nessa época ele foi totalmente eliminado da gente".
           Segundo o pajé, a religião na Tribo depende de cada pessoa. Segundo ele, existem católicos que praticam arduamente o religião, indo a igrejas e cultuando sua fé. Em contra partida existem pessoas na tribo que dizem que são de determinada crença, mas não a praticam de nenhuma forma. O pajé não critica nenhuma religião, mas em sua opinião o problema está em os índios não reconhecerem suas próprias raízes religiosas. Para ele: "Crente todos nós somos, quem não é crente é porque não acredita em Deus. 
              Os pitaguarys estão aumentando sua população, por isso negam a idéia de que os índios "desapareceram" no Ceará. A maioria dos índios sempre morou na TI Pitaguary, alguns apenas mudaram de casa, terreno ou deslocaram-se no máximo para espaços circunvizinhos. Com isso, as família pertencem a uma rede de parentescos bastante particular.
               Além de pescar e caçar, os Pitaguarys sobrevivem do extrativismo vegetal, mineral, da agricultura familiar e do artesanato. O plantio de milho, mandioca, jerimum, feijão, também é feito por algumas famílias, mas dependem da estação chuvosa. O artesanato também engloba um grande número de pessoas, mas tem se mostrado vulnerável ao risco do extrativismo descontrolado.

Alunos:Bianca Real, Leonardo Bandeira, Lucimara Rodrigues, Alana Karen.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Por usinas, governo vai reduzir áreas de proteção na Amazônia

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

O governo vai reduzir sete unidades de conservação na Amazônia para permitir a construção de seis hidrelétricas --uma delas seria a quarta maior do país.
O palco da nova investida energética do Planalto é o vale dos rios Tapajós e Jamanxim, no Pará, uma das áreas mais preservadas e mais biodiversas da floresta.
O movimento acontece num momento em que o Brasil sofre pressão internacional por causa do aumento no desmatamento, relacionado ao Código Florestal, e do licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
Segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade), a ideia é ter um projeto de lei ou Medida Provisória determinando a redução das áreas protegidas até agosto.
Documentos internos do instituto, obtidos pela Folha, mostram que a proposta foi feita sem estudos técnicos e tem oposição unânime dos chefes das unidades.
Segundo eles, as usinas alagariam 3.200 km² (duas vezes a área da cidade de São Paulo). Sua instalação subverteria a razão de ser das unidades de conservação.
LAGOS
O pedido de redução foi feito em janeiro pela Eletronorte. A estatal entregou ao ICMBio mapas com as partes das áreas protegidas que serão alagadas pelos reservatórios.
A megausina de São Luiz do Tapajós, a principal do complexo, terá 6.133 megawatts, quase a potência somada de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Seu lago deve atingir parte do parque nacional da Amazônia, o mais antigo da região Norte, e das Flonas (Florestas Nacionais) de Itaituba 1 e 2. A segunda maior usina do complexo, Jatobá, terá 2.338 megawatts e alagará parte da Flona Itaituba 1.
SEM ESTUDO
Os parques integram o mosaico de unidades de conservação da BR-163, criado pela então ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, em 2005 para conter o desmatamento e a grilagem de terras na região. É o maior conjunto de áreas protegidas do país. A maioria não possui estudos detalhados de biodiversidade.
Os chefes das áreas protegidas afirmam que a proposta de redução da Eletronorte foi feita "na caneta", sem estudo técnico nem ambiental.
O mapa elaborado pela estatal da área a ser alagada no parque nacional da Amazônia, por exemplo, inclui um trecho da Transamazônica, que teria de ter seu traçado refeito --passando por dentro do parque.
Procurado pela Folha, o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, disse que as reduções estão sendo discutidas e ainda não têm aval do instituto. Ele afirmou, porém, que a redução dos parques não é nenhuma surpresa.
"Quando as UCs[unidades de conservação] foram criadas, já havia acordo entre os ministérios" sobre os estudos para a construção das usinas. A Eletronorte afirmou, por meio da assessoria, que não pode se manifestar sobre o tema, pois o assunto está em discussão na Presidência. O Ministério de Minas e Energia não havia se pronunciado até o fechamento desta edição.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/926381-por-usinas-governo-vai-reduzir-areas-de-protecao-na-amazonia.shtml

domingo, 22 de maio de 2011

Icebergs, os fertilizantes naturais do Oceano Antártico

Biólogos pesquisadores descobriram que grandes pedaços de gelo que se desprendem dos icebergs na Antártida estão sendo os responsáveis por um aumento no número de algas no oceano. E elas estão ajudando a tirar CO2 da atmosfera
Redação Época
Os icebergs do mar da Antártida são os grandes fertilizadores do Oceano Antártico, segundo um novo estudo conduzido por biológos marinhos da Fundação Nacional de Ciência, dos EUA. A pesquisa, liderada pelo biólogo Ken Smith, descobriu que os icebergs influem diretamente no desenvolvimento das algas que sugam o dióxido de carbono da atmosfera, transferindo, depois, esse carbono para o oceano.

Por causa do aquecimento global, pedaços enormes de gelo têm se desprendido dos icebergs e flutuado para o Mar de Weddell. Esses pedaços de iceberg, ricos em minerais, têm depositado sedimentos e principalmente ferro na superfície do oceano, que está ajudando a fertilizar as algas e a aumentar seu número.

Durante as três expedições que realizou, o time de Smith estudou uma área conhecida como “corredor dos icebergs”, um local em que muitas partes desprendidas flutuam livremente, seguindo as correntezas. Usando robôs submarinos e aparelhos GPS, eles acompanharam alguns pedaços de gelo e estudaram as formas de vida que se criaram logo abaixo deles. O processo completo está detalhado na versão eletrônica da revista Deep Sea Research Part II: Topical Studies in Oceanography.

Usando um robô chamado “Lagrangian”, que mergulhava fundo o suficiente para chegar à parte inferior do iceberg e coletava material biológico e algas mortas, os cientistas puderam medir, pela primeira vez, a quantidade de carbono orgânico encontrado nas profundezas, logo abaixo de um pedaço de gelo de seis quilômetros de largura por 35 quilômetros de largura e uma altura de 28 metros.

A descoberta aponta que há cerca de o dobro de carbono na água nas áreas em um raio de até 30 quilômetros desses icebergs do que em mar aberto. Portanto, os pesquisadores descobriram também que os icebergs da Antártida têm um papel fundamental no controle dos níveis de carbono marinhos - além de contribuírem para que se desenvolvam as algas que tiram o carbono da atmosfera.

“Esse papel dos icebergs, de retirar carbono da atmosfera, pode ter implicações sérias para o clima global, e isso precisa ser melhor compreendido”, afirma Smith.

Depois de obtidos esses resultados, Smith e sua equipe se preparam para desenvolver novos métodos e ferramentas para medir os efeitos da movimentação do gelo no “corredor dos icebergs” através de longos períodos. Isso poderia, segundo o biólogo, prover mais informações sobre como os icebergs afetam a química e a biologia do Oceano Antártico.
LH

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI233327-15224,00.html

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Compras ecologicamente corretas

Está se desenvolvendo em vários países uma verdadeira consciência ecológica:os consumidores estão cada vez mais preocupados com todo tipo de agressões ao ambiente.
Criada em 1990, a Green Seal (Selo verde) está ajudando hoje os consumidores americanos a escolherem produtos ecologicamente aceitáveis. Essa organização desenvolveu padrões ambientais bastante rígidos para uma gama de produtos que vão desde papel higiênico até óleo para motores reciclado. A Green Seal compete testar os produtos fabricados pelas indústrias; todas as mercadorias que obedecerem aos padrões têm o direito de imprimir em suas embalagens o logotipo de Green Seal, selo que garante “ qualidade ecológica”.
Para a análise de um produto, são considerados, por exemplo, itens como: obtenção da matéria-prima, processo de embalagem e o impacto do produto sobre o ambiente, tanto quanto é utilizado como quanto é descartado. A meta é conseguir produtos que agridam o menos possível o ambiente.
Existem outras organizações desse tipo no mundo, no entanto, a peculiaridade da Green Seal é sua independência em relação ao governo, já que é totalmente financiada por doações de pessoas físicas e de fundações. Para a organização não ter qualquer vínculo com o governo, é uma forma de impedir que as companhias que não tem o Green Seal nos seus produtos façam pressão sobre os congressistas no sentido da adoção de padrões menos rígidos.
FONTE: "Minimanual compacto de BIOLOGIA" Cleusa Boschilia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Laboratório na Espanha produz biopetróleo com microalgas

Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.
Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região do leste da Espanha, perto de um cemitério, que expele CO2, um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.
Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental.
Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.
"Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual", explica o engenheiro Eloy Chapuli.
As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico.
Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério.
Todos os dias, uma parte desse líquido muito concentrado é extraída e filtrada, permitindo a obtenção de uma biomassa que produzirá petróleo. A água restante volta a ser introduzida nos tubos.
Para seus inventores, a outra grande vantagem desse sistema é que ajuda a acabar com a contaminação: absorve CO2 que, de outra forma acabaria na atmosfera.
"É um petróleo ecológico", assegura o presidente e fundador da BFS, o engenheiro francês Bernard Stroïazzo-Mougin, que trabalhou em campos petrolíferos no Oriente Médio antes de se instalar na Espanha.
A fábrica de Alicante ainda tem mais de laboratório do que de fábrica. "Ainda precisaremos de cinco a 10 anos mais para passar a uma produção industrial", assegura Stroïazzo-Mougin, que espera poder desenvolver no curto prazo um primeiro projeto em grande escala no sul da Espanha e outro na ilha portuguesa de Madeira.
"Uma unidade de cerca de 50 km por 50 km, o que não é algo muito grande nas zonas desérticas do sul da Espanha, poderia produzir em torno de 1,25 milhões de barris diários", ou seja, quase tanto como as exportações cotidianas de petróleo iraquiano, afirma o engenheiro.
A BFS, uma empresa de capital privado, busca agora negociar com "vários países para que patrocinem a instalação de campos petrolíferos artificiais", explica seu presidente.
A empresa assegura que poderá vender seus barris a um preço competitivo, apoiando-se na venda de produtos derivados, como ácidos graxos do tipo Omega 3 obtidos a partir da biomassa.
Outros projetos semelhantes estão sendo estudados em outras regiões do mundo.
Na Alemanha, o grupo estatal sueco de energia Vattenfall lançou em 2010 um projeto de absorção por meio de algas do dióxido de carbono emitido pelas centrais que funcionam com carvão.
O gigante americano do petróleo ExxonMobil previu um investimento de até 600 milhões de dólares em pesquisas destinadas a produzir petróleo a partir de algas.
Os industriais, particularmente no âmbito aeronáutico, estão interessados nessas pesquisas, nas quais esperam encontrar soluções para substituir o petróleo clássico, cada vez mais escasso e cujos preços são variáveis.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/

Carta da Terra

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.
RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.
PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
    maior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
    causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
    organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
    ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
    atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
    conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
    família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
    papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.
Fonte:http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html

Agenda 21 Maracanaú

A exemplo de outros municípios brasileiros, Maracanaú vem se preocupando com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.Neste sentido,vem implementando políticas públicas e incentivando a participação popular em defesa do meio ambiente e promovendo a inclusão social. No contexto, Maracanaú construiu sua agenda 21 com o envolvimento de vários segmentos da sociedade, além de contar com parcerias importantes, representando,assim,uma agenda legítima do ponto de vista político.

O processo de construção da Agenda 21 local tem como base filosófica e ideológica o documento Carta da Terra, onde também se observou a Agenda 21 brasileira, experiências de outros municípios e documentos originados em eventos municipais com propósito semelhante. Inicialmente, o Banco do Nordeste do Brasil, através do Programa Farol do consumidor são resolvidas pela Coordenadoria Regional do Decon, funcionando nas instalações do Ministério Público. Estão instalados também no Município: o Batalhão da 3ª Cia do 6º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Ceará, o Corpo de Bombeiros, o 2º Grupamento de Incêndio, Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP), Centro de Apoio do Esquadrão de Polícia Montada, na Fazenda Pitaguary. Compõem ainda os serviços e instalações de segurança a Guarda Municipal com o efetivo de 150 (cento e cinqüenta) profissionais.

Público alvo: Comunidades residentes nas Áreas de Desenvolvimento Local – ADL (divisão territorial para implementação de políticas públicas no município).

Atividades desenvolvidas nas ADL'S:
elaboração de diagnóstico, através da identificação das potencialidades e vulnerabilidades existentes em cada comunidade; criação do Plano de Ação Estratégica; visitas às entidades para sensibilização e mobilização; reuniões por comissões temáticas; seminários, apresentações e debates. Fonte:Agenda 21 Maracanaú

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uso de pele animal é tendência, defende presidente da Arezzo

O presidente e fundador do grupo Arezzo, Anderson Birman, afirmou à Folha que preferiu recuar, retirando das lojas Arezzo todos os produtos com pele de raposa, a ter que debater sobre o uso de pele de animal.
A Arezzo anunciou na segunda-feira a retirada de todas as lojas do país de produtos da coleção Pelemania que usavam em sua confecção pele de raposa. A decisão foi tomada depois de manifestações raivosas na internet.
O presidente da marca afirmou que a Pelemania não é uma moda lançada pela Arezzo, mas uma tendência mundial para o inverno 2011. "Em todos os editoriais de moda de todas as revistas do mundo, inclusive nas brasileiras, esse fenômeno do uso de peles está sendo veiculado. Todas as marcas estão usando, é um tendência forte", afirmou.
No site da marca, o anúncio da coleção Pelemania dizia: "Hit glamuroso da temporada. Não pode faltar no guarda-roupa da fashionista", ao lado uma foto de uma bolsa aparentemente feita de pele de animais.

Reprodução
Coleção Pelemania divulgada no site da Arezzo
Coleção Pelemania divulgada no site da Arezzo; polêmica é sobre o uso de peles exóticas

No Twitter, a grife ficou entre os dez assuntos mais comentados do microblog.
"Ridículo essa nova coleção da #arezzo pq não arrancam a pele deles pra fazer os sapatos aff", afirmou Diana Bueno, em seu Twitter.
Nota oficial da Arezzo diz que a empresa "entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios".


Leia abaixo a íntegra da entrevista com o presidente:
Folha - Como começou essa polêmica?
Anderson Birman - O que conseguimos fazer foi viabilizar a importação de pele de raposa, absolutamente legalizada, com certificado de origem, com certificado de regularidade, tudo dentro do que os parâmetros de sustentabilidade permitem. Acredito que isso associado a peles que a gente tem, peles de coelho e pele sintética --a grande maioria é de pele sintética-- é que gerou essa polêmica.
A pele de raposa usada nos produtos é de criatório, não é de animal selvagem, não tem dano nenhum a natureza, isso é que dá sustentabilidade, é o uso gerenciado e controlado, mas gerou essa polêmica toda que acho que deve ter sido feita por ambientalistas de plantão com os quais não vou me expor para debater isso, tirando o foco do grande trabalho que a gente tem em uma coleção de inverno maravilhosa com milhares de outras possibilidades. Então, eu preferi recuar a ter que abrir esse debate sobre se eu acho certo ou não acho certo o uso de pele de animal. Essa é uma coisa tão polêmica, eu teria tanta contestação para falar de um lado e do outro.
Sustentabilidade é um assunto que eu me interesso tanto que eu precisava de um foro especifico para falar, fora do foro de moda.
Quais os produtos que têm pele?
Eu não saberia te precisar, mas é uma estola, uma bolsa e mais uma outra pecinha pequena. Foram importadas cerca de 300 peças.
O uso de pele de raposa é uma tendência mundial?
Sim.
O uso da pele do coelho também foi contestada, vocês vão retirar também?
Não, só a pele de raposa. Nosso entendimento é que todo animal que está na cadeia alimentar, não tem como. Você vai a um restaurante e come coelho no mundo inteiro. É produção de proteína animal, é uma coisa que tem quem goste e quem não goste, mas está na origem do ser humano. E tem o uso da pele de ovelhas também, é um uso milenar.
Você ouviu falar de repercussão negativa em outro país?
O uso de pele sempre tem alguma repercussão, mas como nosso uso de pele sintética é muito maior do que o uso de pele verdadeira. São 300 peças só, as importadas, as recolhidas eu não sei, porque eu não sei dizer o estoque das lojas agora. Eu recuei justamente para não entrar numa rota de debate disso, tirando o foco da nossa coleção.
E é um negócio insignificante no contexto da Arezzo para poder servir de instrumento do debate, eu achei melhor recuar do que ceder tão pouco a um debate que eu não acho que seja construtivo a ninguém. Podemos até em um outro tempo, outra hora, pensar mais sobre o assunto, sou absolutamente sensível a ter um planeta cada vez mais agradável, bonito e preservado.
Fonte:http://www.folha.uol.com.br/

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Você sabia? Cada brasileiro emite por ano 10 toneladas de CO2

Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.

“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.

O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.

A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.
Fonte:http://360graus.terra.com.br/default.asp

Educação Ambiental

Sabe-se que a educação ambiental surgiu na tentativa de minimizar e tentar reverter o quadro de degradação ambiental que se instalou no mundo no último século. Portanto, a educação ambiental possui um enfoque emergencial e transformador, já que prega a busca por outra forma de relação do ser humano com o meio em que está inserido. Esta nova forma de enxergar a educação, que tem muito dos propósitos e diretrizes da educação popular pregada por Paulo Freire, ainda causa muitos conflitos de compreensão aos educadores ambientais. Muitos ainda a confundem com transmissão de conhecimentos ecológicos, trazendo para a educação ambiental um enfoque disciplinar e restrito.
Os raios de ação da educação ambiental vão desde atividades superficiais (em sua maioria) até chegarem a atividades mais aprofundadas em seus propósitos. Podemos perceber que muitas delas não possuem nenhum tipo de vínculo pedagógico, avaliativo e de assessoria com seu público alvo, sequer de acompanhamento posterior.
Além disso, complementamos que a educação ambiental é uma forma de educação que exige a participação efetiva dos cidadãos nas discussões que envolvem a problemática, tentando estabelecer uma “nova aliança” entre o homem e a natureza e, acima de tudo, estimular e fortalecer a participação social. Não seria uma educação feita em forma de pacotes, que já chegam para a sociedade prontos e pré-formulados por uma elite intelectual. Ela seria construída pela própria sociedade ao serem discutidos os problemas ambientais do micro ao macro ambiente. Não haveria um único modelo a ser seguido como correto. Essa participação traria à tona uma reflexão sobre a chamada ética cidadã, que seria analisada sob diversas vertentes: a econômica, a política, a cultural, a ambiental e a social.
Podemos subdividir em três grandes espaços de ação da educação ambiental. São elas: educação ambiental formal (aquela exercida como atividade escolar dos sistemas oficiais de ensino. Ela possui conteúdos, metodologias e meios de avaliação claramente definidos); educação ambiental não-formal (aquela que ocorre em variados espaços da vida social, com diferentes componentes, metodologias e formas de ação daquela formal. É exercida normalmente por Organizações Não-Governamentais (ONGs), empresas, secretarias de governo, etc.); educação ambiental informal (é aquela exercida em outros espaços sociais, sem compromisso com a continuidade. Não se exige, que defina claramente sua forma de ação, metodologia e avaliação. Ex: meios de comunicação de massa).
A educação ambiental surge com a finalidade de (re)integrar o ser humano no complexo ecossistêmico a que está inserido. Pensar desta maneira, no entanto, requer mudanças, sobretudo nas diferentes formas de pensar e agir individual e coletivamente.
Fonte: http://www.agronline.com.br/

Desenvolvimento Sustentável: realidade ou hipocrisia?

Assim como manejo florestal, desenvolvimento sustentável é mais um daqueles termos mágicos, que têm poder de mover muitas pessoas, de fazer dinheiro e fama, e de ocultar a dura realidade. São, porém, vazios de conteúdo na maior parte das vezes em que são usados. “Desenvolvimento sustentável” é oco sempre que aplicado do ponto de vista de negócios, pois o capitalismo, o modelo econômico vigente na maior parte do planeta, não é sustentável por definição, uma vez que exige expansão exponencial contínua, e não há mágica que faça esse sistema vir um dia a sê-lo.

O termo foi consagrado em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Comissão Brundtland. Foi definido e é aceito hoje como “aquele [modo de desenvolvimento] que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

Muito bem, releia com atenção a definição acima. Agora, a pergunta que coloco é a seguinte: é possível aplicar esse belo ideal na vida real e na maior parte dos elementos do cotidiano, sem hipocrisia e de forma integral e ainda assim evitar um colossal impacto no sistema capitalista?

Vejamos. Primeiro, quando falamos em “gerações futuras”, estamos nos referindo a todas elas, aos tataranetos dos tataranetos dos nossos tataranetos, certo? Estudos mostram, porém, que o homem já utiliza os recursos naturais oferecidos pela Mãe Terra num ritmo muito superior à capacidade do planeta de repô-los.

O manejo florestal, já muito debatido neste espaço, é uma das áreas onde o termo “sustentável” mais aparece. Nada mais é que uma forma de continuar destruindo a floresta de maneira mais “aceitável”. A proposta é mais ou menos a seguinte: vamos continuar arrancando essas árvores tão lucrativas, mas, como agora esse papo de ecologia vive atrapalhando nossos negócios, para não ter que parar de lucrar, contratamos meia dúzia de biólogos e engenheiros florestais que vão definir parâmetros – nunca devidamente comprovados – que demonstrem o quanto dá para matar da floresta de forma que ela não sinta tão duramente o impacto.

Estes profissionais gabaritados estarão em nossa folha de pagamentos e, mesmo que os parâmetros não sejam seguros – e quem afirme que eles são 100% confiáveis estará faltando com a verdade –, faremos um marketing danado em torno disso e assim as pessoas podem dormir tranqüilas, com a certeza de estarem adquirindo um produto “verde”.

Concorre para o sucesso da estratégia a menção de prazos longos tendo em conta as nossas vidas, como ciclos de corte de 25, 30 ou 40 anos, os quais, no entanto, são ínfimos do ponto de vista das espécies florestais e da maturação dos ecossistemas.

A seguir, transcrevo um parágrafo de um recente “Relatório de Sustentabilidade” de uma grande empresa do agronegócio, que ilustra bem a idéia central deste artigo:

“A sustentabilidade é um fator que facilita o acesso ao capital, permite reduzir custos e maximizar retornos de longo prazo do investimento, previne e reduz riscos, além de estimular a atração e a permanência de uma força de trabalho motivada, entre outros aspectos. Esses mesmos elementos contribuem para fortalecer nossa reputação, credibilidade e imagem, concorrendo assim para manter e aumentar o valor da Empresa para os acionistas e a sociedade em geral”.

Como é possível claramente constatar, não há nada escondido, está tudo às claras: a preocupação com o meio ambiente é simplesmente retórica, uma vez que o capitalismo percebeu que a questão ambiental poderia atrapalhar os negócios. Não existe a verdadeira compreensão da questão, ou, se existe, as razões para preservar estão perdendo para as razões para lucrar.

Compreender os porquês da preservação significaria aceitar que não há possibilidade de compatibilidade entre o nível atual de consumo e a dita sustentabilidade. Se todos na Terra tivessem um padrão de consumo semelhante ao dos países desenvolvidos, o caos chegaria bem mais rápido ou, possivelmente, já estaria instalado.

Ainda que as desigualdades mundiais continuem tal como estão (o que parece mais provável), excetuando-se a ascensão da China, não há recursos suficientes para alimentar o sistema por muito tempo. Mesmo que todas as empresas adotassem os mais rigorosos controles das “ISOs 14000 da vida” sobre os danos que causam ao meio ambiente. Tal como a floresta, que viveria alguns anos a mais com o manejo florestal, mas terá morte tão certa quanto teria sem o manejo, o meio ambiente não pode suportar eternamente um sistema que tem por prerrogativa consumi-lo até que não reste nada que não possa ser convertido diretamente em dinheiro – seja madeira, metais, água - ou que não seja veículo para se fazer dinheiro.

O irônico de tudo isso é perceber que o capitalismo é um sistema auto-destruidor (e estamos falando aqui apenas das questões ambientais), que ignora este fato dado o seu caráter imediatista. Mas não se pode perder tempo com questões menores... O que conta aqui é a multiplicação do o vil metal.


Fonte: http://360graus.terra.com.br/default.asp

Greenpeace pede ao Facebook que adira à energia verde


Activistas da organização ecológica Greenpeace manifestaram-se diante da sede do Facebook, na Califórnia, para pedir aos administradores da rede social que troquem a energia do carvão por energia verde. «Queremos que deixem de ser 'amigos' do carvão e que se tornem 'amigos' da energia verde», afirmou o porta-voz do Greenpeace, Daniel Kessler, fazendo uso da linguagem dos amantes da rede social.
Um ecrã foi instalado no local para exibir os comentários dos utilizadores em resposta à mensagem neste sentido que o Greenpeace publicou na sua página do Facebook.
Esta acção acontece depois de o Facebook ter anunciado, na semana passada, que elaborou uma nova arquitectura para centros de dados, que consume 38% menos da electricidade do que normalmente usa.

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/default.asp

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Materialismo

O materialismo designa um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual liga toda a realidade à matéria e a suas modificações.
O termo foi inventado por Leibniz em 1702, e reivindicado pela primeira vez por La Mettrie em 1748. Entretanto, em termos da origem das idéias, pode-se considerar que os primeiros filósofos materialistas, são alguns filósofos pré-socráticos: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio, os estóicos, que se opunham na questão da continuidade da matéria: os átomos evoluiriam no vácuo?
O atomismo de Demócrito influenciou Platão em sua teoria (idealista) dos elementos (fogo, ar, água, terra, éter, identificados em sua forma atômica aos polígonos regulares, respectivamente : tetraedro, octaedro, icosaedro, cubo, dodecaedro).
Para o materialismo científico, o pensamento se relaciona a fatos puramente materiais (essencialmente mecânicos) ou constituem epifenômeno.
Na filosofia marxista, o materialismo dialético (ou materialismo marxista) é uma forma desta doutrina estabelecida por Karl Marx e Friedrich Engels que, introduzindo o processo dialético na matéria, admite, ao fim dos processos quantitativos, mudanças qualitativas ou de natureza, e daí a existência de uma consciência, que é produto da matéria, mas realmente distinta dos fenômenos de ordem material.
O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a qual o modo de produção da vida material condiciona o conjunto da vida social, política e espiritual. É um método de compreensão e análise da história, das lutas e das evoluções econômicas e políticas. Essa tese foi definida e utilizada por Karl Marx (em O 18 do brumário de Luis Bonaparte, O capital), Friedrich Engels (Socialismo utópico e socialismo científico), Rosa Luxemburgo e Lênin.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Positivismo

O Positivismo é uma doutrina altruísta, científica e industrial, que tem por objetivo incrementar o progresso do bem-estar moral, intelectual e material de todas as sociedades humanas, que habitam este planeta Terra, e em todas as incursões interplanetárias, (desde que não se destrua esta atual morada), a serem executadas pelo homem, sempre mantendo o equilíbrio ecológico, fruto direto do amor ao espaço, à Terra e  à humanidade; do contrário, provavelmente, não haverá sobreviventes.
O Positivismo tem por finalidade colaborar para estabelecer uma educação e uma instrução, de cunho altruístico, científico e industrial, a fim de criar uma Única Civilização Positiva.
O nosso ideal é unir todas as culturas até agora separadas do Ocidente e do Oriente, e quiçá Interplanetárias, sem que nada se perca e tudo se some. Os pontos conflitantes se moldarão e se entrosarão no Conjunto Positivo.
Positivismo compreende três partes que se complementam e se entrelaçam:
Esta MORAL POSITIVA regula também as relações dos povos entre si, donde:
Um Dogma Científico - na qual concluímos que o homem deve contar não só com ele próprio, para melhorar a sua sorte; não ser individualista e levar em conta a totalidade dos ensinamentos e exemplos do passado, do futuro e do presente, dos Seres Convergentes, ou seja, com a Humanidade, donde, por sua vez:
Positivismo repudia toda via de ação violenta para a transformação da sociedade; ele entende que devemos agir pelos meios de demonstração, persuasão e calcado na Moral Positiva, sobretudo.
O Positivismo tem por Máxima ou por Fórmula Sagrada:
O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim.
Sua fórmula Moral é:  Viver para outrém.
Sem privilégios, sem preconceitos ou vantagens; sem rei e sem sobrenatural; pelo engrandecimento do amor universal e tendo somente o mérito como fator de promoção, não deixando nunca o excesso de ambição sobrepujar o fator mérito, para não se envergonhar; todos tem que possuir uma autocrítica, auxiliados pelo Sacerdote da Humanidade, para conhecer o seu nível de competência, a fim de não almejar algo, além de suas reais possibilidades, eliminando desta forma a petulância, a pretenciosidade e a inveja.
Nenhuma profissão tem demérito, pois a igualdade de oportunidades deverá ser dada a todos, sem exceção e a competência será a escala da temperatura do mérito.
A vergonha de ocupar uma posição por demérito ou incompetência será o fator de freio sobre as pretensões e, por conseguinte, ocorrerá mudança do rumo da conduta; jamais deixando que não haja entusiasmo, seja lá por qualquer razão, principalmente com vista ao bem estar social de todos.
Respeitamos muito mais os cultos inteligentes, com Moral Positiva, que os meramente ricos.
A competência de saber gerar lucro é necessária, no entanto, não é tudo: o lucro terá destino social.
Nem tudo que aqui for dito pode ser plenamente aplicado hoje em dia, mas já serve como rumo e diretriz para o futuro. Provavelmente será possível no século 30-50 d.C..
No Positivismo o regime temporal é totalmente separado do regime espiritual, isto é, nenhum invade o outro, mas são harmônicos.

Autoria: Lívia R. Almeida

Dialética

A dialética consiste no movimento que as ideias podem fazer por meio da reflexão que o homem produz sobre o mundo e todo o conhecimento acumulado. Em uma noção mais simples, a dialética aprece como a arte do diálogo, onde dos indivíduos empregam o uso de suas faculdades mentais para debaterem as perspectivas que possuem sobre um mesmo tema.

Do ponto de vista filosófico, o reconhecimento da dialética se coloca como elemento indispensável para que possamos apreciar um conceito específico de verdade. Admitindo a existência da dialética, não podemos conceber a ideia de que uma única verdade ou um mesmo conjunto de verdades será responsável pela definição de alguma experiência ou objeto.

Ao notarmos a dialética como instrumento de transformação das verdades, acabamos por ver a natureza histórica que o conhecimento do homem acaba assumindo. Através do diálogo e da troca de informações, as maneiras de se entender o mundo tendem a ganha formas variadas e imprevisíveis. Além disso, passamos a ver a compreensão do mundo como algo mutável e não preso a um ápice ou limite a ser alcançado.

Um dos mais interessantes debates sobre a dialética ocorreu entre os filósofos Hegel e Marx. Na visão do primeiro, a forma de relacionar com o mundo era construída a partir de uma razão que determinava os meios de se enxergar e pensar a realidade. Em contrapartida, Marx assumia uma postura diferente ao dizer que na relação com o mundo também encontramos formas de se alterar nossas formas de pensar.

De fato, a dialética se põe como forma reflexiva que permite ao homem absorver e escutar aquilo que seus interlocutores têm a lhe dizer. Determina o reconhecimento constante das novidades e as contradições que promovem, por conseguinte, a clara manifestação da dialética. Sem o uso da mesma, o homem está fadado a se enclausurar em uma condição alheia ao que o mundo sempre lhe impõe: a transformação.
Rainer Sousa
Graduado em História
Brasil Escola

quarta-feira, 30 de março de 2011

Genebaldo Freire Dias

Genebaldo Freire Dias
Bacharel (BD)) , Mestre (M.Sc) e Doutor (PhD) em Ecologia, UnB, Brasília, DF
Ocupação atual: Professor, Pesquisador e Diretor do Programa de Mestrado e Doutorado em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), onde também coordena o Projeto de Educação Ambiental.
Principais Livros Publicados:
- Populações marginais em ecossistemas urbanos (IBAMA, Brasília)
- Educação Ambiental – princípios e práticas (Gaia, SP)
- Atividades interdisciplinares de educação ambiental (Gaia, SP)
- Pegada Ecológica e sustentabilidade humana (Gaia, SP)
- Ecopercepção (Gaia, SP)
- Antropoceno – iniciação à temática ambiental (Gaia, SP)
- 40 contribuições pessoais para a sustentabilidade (Gaia, SP)
- Educação e Gestão ambiental (Gaia, SP)

“Não vai ser por meio da coleta seletiva, da economia de água e da energia elétrica que sensibilizaremos as pessoas. Vivemos em um mundo pós-ambiental. Há uma nova insensibilidade. Evolou-se o sonho romântico do retorno à natureza intocada. Agora, estamos em outra etapa. Se não demonstrarmos por meio de práticas as consequências das nossas ações, e se não incluirmos agendas positivas nisso, não vejo saída diferente do sofrimento (que é também uma opção evolucionária!).
Genebaldo Freire Dias
Fonte: http://www.genebaldo.com.br/